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Clássico entra na lista da VEJA

Posted by Lua de Papel Brasil em 22 março 2010

  O clássico O Morro dos Ventos Uivantes, foi publicado pela Lua de Papel em uma edição especial para agradar aos leitores da saga Crepúsculo. 

“SE O AMOR DELA MORRESSE, eu arrancaria seu coração do peito e beberia seu sangue.”

O livro favorito do casal do momento: Bella e Edward! Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. “Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff”, diz a apaixonada Cathy. O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais belas de todos os tempos, O morro dos ventos uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas, inclusive dos belos personagens de Stephenie Meyer.

Nesta semana o livro entrou para a lista dos livros mais vendidos da Revista VEJA 

http://veja.abril.com.br/livros_mais_vendidos/

Conheça um trechinho desta história:

Capítulo I

1801 – ACABO DE REGRESSAR da visita que fiz ao meu senhorio – o único vizinho que poderá perturbar meu isolamento. Esta região é sem dúvida magnífica! Sei que não poderia ter encontrado em toda a Inglaterra outro lugar como este, tão retirado, tão distante da mundana agitação. Um paraíso perfeito para misantropos: o sr. Heathcliff e eu formamos a parceria ideal para dividir esse isolamento. Um tipo formidável, este Heathcliff! Mal ele sabia como eu transbordava de cordialidade quando seus olhos desconfiados se esconderam sob os cílios ao ver-me cavalgar na sua direção, e quando seus dedos resolutos e ciosos se enfiaram mais fundo nos bolsos do colete quando lhe disse o meu nome.

– Falo com o sr. Heathcliff? – perguntei.

Aquiesceu com a cabeça.

– Sou o sr. Lockwood, o seu novo inquilino. Quis ter a honra de visitá-lo logo após a minha chegada, para lhe apresentar as minhas desculpas e lhe dizer que espero não tê-lo importunado demais com a minha insistência em alugar a Granja dos Tordos: constou-me ontem que o senhor tinha dito que…

– A Granja dos Tordos é propriedade minha, meu caro senhor – atalhou ele, arredio –, e, se puder evitá-lo, não permito que ninguém me importune. Entre! Este “entre” foi proferido entredentes e o sentimento que exprimia era mais um “Vá para o diabo”; até a cancela em que se apoiava se quedou imóvel, insensível ao convite. Convite que, acho eu, acabei por aceitar movido pelas circunstâncias: estava muito curioso por este homem que parecia, se possível, ainda mais reservado do que eu.

Só quando viu os peitorais do meu cavalo forçarem a cancela é que tirou a mão do bolso e abriu o cadeado, subindo depois a trilha lamacenta à minha frente, cabisbaixo. Ao chegarmos ao pátio, gritou:

– Joseph, leva o cavalo do sr. Lockwood e traz-nos vinho.

“A criadagem está reduzida a isto, certamente”, pensei, ao ouvir a ordem dupla. “Não admira que a erva cresça por entre o lajedo e as sebes tenham de ser podadas pelo gado.”

Joseph era um homem já de certa idade, melhor dizendo, já um velho, bastante velho até, se bem que de rija têmpera.

– Valha-me Deus! – resmungou, com voz sumida e enfadada, quando segurou meu cavalo, ao mesmo tempo que me fitava com um ar tão sofredor que eu, caridosamente, imaginei que ele devia precisar da ajuda divina para digerir o jantar e que aquele piedoso arrazoado nada tinha a ver com a minha visita inesperada.

Morro dos Ventos Uivantes é o nome da propriedade onde o sr. Heathcliff vive, nome da tradição local, só por si revelador da inclemência climática a que o lugar está exposto durante as tempestades. Ar puro e vento revigorante é coisa que não falta a quem vive lá no alto: adivinha-se a força dos ventos do norte que varrem as cristas das penedias pela acentuada inclinação de alguns abetos raquíticos que guarnecem os fundos da casa e pelo modo como os espinheiros do cercado estendem os seus braços descarnados todos na mesma direção, como se a implorarem ao sol a dádiva de uma esmola. Afortunadamente, o arquiteto teve visão suficiente para construir a casa sólida – as janelas estreitas foram escavadas fundo na pedra e os cantos protegidos por grandes pedras em cunha.

Antes de transpor a entrada principal, detive-me a admirar as figuras grotescas que ornamentavam profusamente a fachada, concentradas sobretudo ao redor da porta, sobre a qual, perdidos num emaranhado de grifos e meninos despudorados, consegui entrever uma data – 1500 – e um nome – Hareton Earnshaw. Fiquei com vontade de tecer alguns comentários e pedir ao sorumbático proprietário que fizesse uma breve história do lugar, mas a sua atitude junto à porta parecia exigir que, das duas uma, ou entrasse sem vagar ou fosse embora de vez, e longe de mim a ideia de aumentar sua impaciência antes de poder apreciar o interior.

 

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